sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Dicas online para seguraça doméstica

Criança Segura – A cada ano, acidentes no grupo de crianças com idade abaixo de 14 anos resultam em quase 6.000 mortes . Busque informações e dicas sobre os perigos do ambiente doméstico, transporte seguro e outros aspectos que merecem nossa atenção.

Curso Online de segurança doméstica – Brinque e aprenda com um Jogo interativo de perguntas e respostas, que explicam como evitar casos de intoxicação em nosso dia-a-dia. Ideal para acessar junto aos filhos e cadastrar o nome das crianças para que, no final da animação, elas possam receber um diploma especial para quem acabou de aprender como diminuir o número alarmante de casos de intoxicação no país. Produzido pela BASF.

Segurança online -– Como nos orientar sobre o uso da web por crianças e adolescentes. A própria Microssoft traz dicas para segurança online por faixa etária. de 2 a 4 anos de 5 a 6 anos de 7 a 8 anos de 9 a 12 anos de 13 a 17 anos

Nossa Casa, grandes riscos

Por Ana Inês
repórter mãe
de Íris, Davi e Caio

No mês das crianças, com tantas preocupações sobre a qualidade e a segurança dos brinquedos – com aquelas pecinhas que podem ser engolidas ou causar qualquer susto ou acidentes mais graves - lembramos também de outros cuidados simples para garantir a segurança dos pequenos nas brincadeiras e atividades do dia-a-dia. Quem nunca ouviu dizer que é melhor prevenir do que remediar?

Além dos brinquedos, precisamos ter outro foco para evitar os tão "corriqueiros" acidentes domésticos. A ateção é fundamental tanto na hora de planejar uma decoração (quinas de mesas, armários e cadeiras, objetos próximos às janelas e cortinas, berços, camas ) até as atividades do dia-a-dia, na cozinha, banheiro e área de serviço. Sabe-se que acidentes domésticos, como quedas, sufocação e queimaduras podem acontecer com pessoas de qualquer idade, mas as crianças e os idosos são de fato os grupos de maior risco.

Para evitar esse problema é importante lembrar de algumas regras, que parecem óbvias mas ajudam a nos despertar. São detalhes que passam despercebidos, desde a distância mínima que permitimos as crianças se aproximarem da TV (que precisa ser de pelo menos 3 metros), aos locais onde guardamos os materiais de limpeza e higiene.

Outro alerta é o armazenamento de remédios que, em letras maiúsculas: DEVEM SER MANTIDOS FORA DO ALCANCE DE CRIANÇAS, mesmo se tratando daqueles que deixamos num “lugar fácil” para não esquecer a hora de administrar. Também devemos aprender, além de ensinar aos pequenos, que a cozinha e a área de serviço são lugares restritos: “PROIBIDO PARA CRIANÇAS”, Inclusive para aquelas que já pensam estar bem grandinhas. Esses são locais de fácil acesso a fogo, ferro de passar roupa, piso molhado e detergentes. Hoje já existem portões adaptáveis às portas de cozinhas de diversos tamanhos, com travas que impedem a passagem da criança.

Nos quartos, as grades de berço, travesseiros e até mesmo os cobertores e a altura da própria cama são considerados fatores de risco. Por isso devemos evitar deixar as crianças brincando sozinhas, principalmente até os quatro anos de idade.

Para os crescidinhos, um dos maiores riscos domésticos é o acesso ao computador. Não apenas pelo tempo de exposição às radiações do monitor, como no caso das TVs mas, também, pelo risco do que aprendem a acessar na web. Para evitar problemas futuros, desde cedo é importante que os pais, ou responsáveis pela criança, se mostrem dispostos a acompanhar o mundo virtual freqüentado pelos pequenos.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Criaturas de Nhande Rú

Por Graça Graúna, vovó pássaro
Ilustração Brasília Morena

A menina estava atenta a tudo que a avó dizia:

- Conheço uma criatura que Nhande Rú pôs no mundo pra sossego de uns e desassossego de outros.

Nem começou a história, a menina encolheu os ombros e, acocorada, arregalou bem os olhos e pôs as mãos no queixo com muita vontade de ouvir o que a sua anciã tinha para contar.

As baforadas do cachimbo da velha senhora serpenteavam em meio à folhagem que contornava a entrada da velha casa de sapê. A menina, lá no seu cantinho, estava encolhida ora pelo friozinho da noite, ora pelo medo das histórias que a sua avó contava. Assim mesmo, ela insistiu em ouvir a historia.

- Então fique quieta. Preste bem atenção e quando for grande conte pra seus filhos o que eu agora vou lhe contar.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Caminhos da leitura

Por Ana Inês
reporter mãe de Íris, Davi e Caio

Pedi pra Íris fazer uma relação dos livros que já leu este ano e escrever um pouquinho sobre aqueles que mais gostou. O primeiro, é claro, tinha que ser Ponte para Terabítia - de Kateherine Paterson (Prêmio Astrid Lindgren 2006). A tradução é de Ana Maria Machado, que escolheu três títulos da escritora norte americana para jovens leitores brasileiros.

Quando eu trouxe Ponte para Terabítia pra casa, a obra começava a ser divulgada no cinema e minha proposta foi: “que tal ler a história, antes de assistir ao filme?”.

Aqui, minha personagem principal é Íris, de 11 anos, que assim como Jess e Leslie, também está na 5ª série (6º ano) e adora aventuras. Ela aceitou o desafio e, entre um livro e outro das leituras “para-didáticas”, se apaixonou por Jess, Leslie e May Belle e viveu os encantos de Terabítia. Deu risadas junto com eles, caiu em prantos e devorou o livro como uma tracinha. Não vimos o filme no cinema e só então, há uns dias com o DVD, pude cumprir meu trato. A impressão final é dela que, além da resenha publicada hoje no Blog Ler pra Crescer, da Jornalista Cristiane Rogério/ Revista Crescer, também quis fazer uma releitura da obra .

Arte no Jardim

Por Íris, Davi e Caio
Tela exposta na matinê

Fim de férias, um clima de Janeiro, só pensando: "daqui a alguns dias voltamos para a escola". Fomos brincar numa manhã de sol, pegamos tinta e fizemos “Arte no jardim”.
E como sempre mamãe fotografando! (Íris)
Assim foi trabalhada a tela "Arte no Jardim", 60x40 cm, pintada com tianta guache por Íris Davi e Caio em janeiro de 2006. Hoje a obra está exposta no corredor de nossos quartos.



terça-feira, 18 de setembro de 2007

Medo de Quê?

Por Ana Inês
repórter mãe de Íris Davi e Caio

desenho de Davi - relendo Mariana Massarani

Guardo na caixinha de meu quarto, e nos risos de minha lembrança, algumas frases soltas como pipas ao vento sempre empinadas por Íris, Davi e Caio.
Ontem pela manhã, enquanto Davi parecia conversar com a contra-capa de um livro depois de fazer sua leitura, ganhei de presente mais um desses pensamentos e corri para escrevê-lo:



“Ruth Rocha é legal! Ela escreve livros muito bons, sabia? (...) Olha só...este livro não tem tantas palavras repetidas, como quando é a gente mesmo que escreve – tem palavras diferentes”

Davi tem sete anos e havia acabado de ler pela segunda vez “Quem tem medo de Monstro?”, da coleção “Quem tem medo de quê”, de Ruth Rocha, com ilustrações de Mariana Massarani. Hoje ele me acordou cedo. Queria fazer várias perguntas, todas elas sobre os tamanhos medos que tenho agora, ou daqueles que lembro da minha infância. Foi um ótimo exercício!

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Cinema Infantil


Por Ana Inês
repórter mãe de Íris, Davi e Caio

Confira a programação do 5º Festival Internacional de Cinema Infantil, que já passou pelo Rio de Janeiro e ainda acontece em Brasília, São Paulo, Campinas, Curitiba, Aracaju e Belo Horizonte!A coordenadora do FICI/Brasília, Anna Karina de Carvalho, confirma também que o cinema vai à escola, e a escola ao cinema. Essa parceria está levando a "Tela na sala de aula" à rede pública de ensino básico, com novas idéias para os conteúdos curriculares e uma forcinha da sétima arte.Este ano a novidade também fica por conta da inclusão dos clássicos Disney - versões originais como "Branca de Neve" (1937), "Peter Pan" (1953) e "A Dama e o Vagabundo" (1955) que, na opinião da responsável pelas imperdíveis oficinas de animação, Carina Camurati, são ícones do cinema infantil ajudando a trazer e cativar o público do circuito comercial infantil para as novidades do 5º Festival.A dica fica para a sessão com dublagem ao vivo de "El Ratón Pérez", da Espanha e da Argentina; para "Jogada Decisiva", da Bélgica; o Sueco "O Gatonauta - Pettson & Findus", para a idéia de "Os pequenos Jornalistas" e, para a sessão Curta Criança, em histórias brasileiras para crianças brasileiras. Vale conferir:

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

O pai e o alambrado

Por Daniel Cruz, repórter pai de Íris, Davi e Caio
foto divulgação do 5º FICI


Definitivamente lugar de Pai é no Alambrado torcendo e ponto final. Assistir às partidas de futebol do filho é tão prazeroso quanto torcer pelo meu time de coração. Mas, o futebol também tem seus dramas. A vibração do pai-torcedor é tão sofrida que nos achamos no direito de ir até o banco de reserva, para conversar com o técnico no meio da partida:
– Olha, você escalou meu filho na posição errada. Ele não é zagueiro, meu filho é meia-direita.

Na verdade, essa angustia não é de torcedor, e sim de Pai, ao ver seu filho acuado no jogo e ser o possível culpado pela derrota do seu time.
É angustiante. No entanto, aprendemos a controlar nossas emoções. A comparação é hilária e homérica! Com 32 anos de alambrado nos estádios de futebol, já vibrei, chorei, gritei, aperreei e me extasiei com meu time, o Náutico. Mas quando vi meu menino no campeonato de futebol de campo, sub-7, isso mesmo, meu pequeno tem sete anos - todo padronizado, com direito a caneleira, chuteira, meião, short e camisa do time - fui ao delírio!!! Essa mistura explosiva de pai-torcedor me contagiou e me vi fazendo contas da pontuação da classificação, saldos de gols, cartões amarelos e vermelhos. Como controlar mais essa aventura futebolística? O remédio pode estar no Cinema e em nossa casa.
Eu e minha família fomos, aqui em Brasília, curtir a programação do 5º Festival Internacional de Cinema Infantil. Compramos os ingressos, inocentemente, para assistir ao filme Belga "Jogada Decisiva - Buitenspel" (dirigido por Jan Verheyencom, ano 2005 e 94 minutos de duranção). Sem ler a sinopse, compramos pipoca, suco, guaraná e outras guloseimas.
Quando começa o filme, aparece o menino Gilles que é um craque no futebol. Bert é seu Pai, fã e treinador, que sonha em vê-lo no time belga Red Devils. De repente, surge Garrincha na tela do cinema, o maior ídolo de Bert, que ensina o seu filho a ter habilidade tanto com a direita quanto a esquerda. Ao assistir a um jogo do filho, Bert revoltado com o árbitro tem um ataque cardíaco e morre. Silêncio total no cinema. Agora, o pequeno Gilles tem que aprender a caminhar sem os sonhos do seu pai. Na tela, um roteiro cheio de surpresas e emoções como um gol antológico.
Essa história futebolística que vivi em menos de uma semana me lembrou o meu Pai, Oscar. Botafoguense que também tem garrincha como ídolo, e que jamais me cobrou ser um ídolo dos gramados. Muito pelo contrário, meu Papai sempre ensinou que acima do clube do coração existe o Futebol Arte. Por isso, admirava a encliclopédia do Futebol, Nilton Santos do Botafogo; o violino, Carlinhos do flamengo; o homem do rifle, Bita do Náutico; o divino, Ademir da Guia do Palmeiras; Puskás da Hungria; Daniel Passarella, da Argentina; Didi do Botafogo...
É nesse clima de paixão que sigo os conselhos dos Deuses do Futebol: Deixa Davi - o meu filho torcedor da estrela solitária - brincar e rolar com a bola, com um único compromisso: VIVER O SEU PRÓPRIO SONHO. Peraí, um detalhe:
- Davi! chuta no canto e com força para fazer o gol!!! viu filho? Beijos do Teu Pai, Daniel!!!

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Maternidade X Profissão

Por Mariana Galiza
repórter mãe de Enrique, 1 ano e meio


Vivencio diariamente essa questão angustiante, maternidade X profissão, sempre que tenho que me vestir para ir trabalhar com o Enrique no alto de seu um ano recém-completo agarrado em minhas pernas e suplicando por mais uma mamadinha antes de eu sair.

Ainda que eu discorde de muita coisa do discurso feminista, é incontestável a importância das conquistas que as mulheres obtiveram nos últimos anos. Mas a emancipação feminina não deve ser argumento para minimizarmos ou mesmo excluirmos de nossa vida questões particularmente nossas, oportunidades exclusivas das mulheres como o que temos de mais feminino, que é a maternidade. É claro que ter filhos é uma opção e não uma obrigação. Mas o que questiono é o fato de muitas mulheres estarem se tornando mães apenas biologicamente, transferindo toda a responsabilidade – e o prazer, diga-se, de cuidar, educar e curtir seus filhos - às babás ou creches. Por mais bem preparadas, educadas, simpáticas e graciosas que elas sejam, nada substitui um banho dado pela própria mãe, uma troca de fralda temperada pelo carinho materno, uns minutos, ou mesmo horas, de brincadeiras e risadas com a mamãe e o papai.

E é para poder viver esses momentos tão especiais e que não acontecerão novamente na vida daquela criaturinha que as mães estão abrindo mão de seus empregos para poder ser mãe e só mãe. Certamente essa opção esbarra na necessidade, como é meu caso. Não posso deixar de trabalhar porque preciso do meu salário, mas hoje não tem ambição profissional que me faça substituir o tempo que tenho para meu filho por horas a mais de trabalho ou de estudos para concurso, pós-graduação ou qualquer outra aitividade não-maternal. É importante entender que isso não é desistir dos planos, da carreira, do futuro profissional. Mas, sim, adiá-los por um ou dois anos. Sem culpa.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Espaço de mãe, lugar de pai!

Por Ana Inês
repórter mãe de Íris, Davi e Caio
Queríamos sim ter filhos, mas antes programávamos encarar nossa profissão. Como a maioria das pessoas de nossa idade, ainda estudando, precisávamos trabalhar e o dia dia-a-dia já era bastante corrido. Mas sempre fizemos planos, que até pareciam urgentes. Pensávamos em viajar e compramos juntos uma barraca de camping - já emprestamos pra muita gente, ainda está guardada, mas nunca chegamos a usar. Assim como essa aventura, interrompemos outras e por isso mesmo descobrimos caminhos diferentes, outras trilhas nesses 12 anos na carreira como mãe e pai. Pois é...a profissão de mãe nunca está dissociada do perfil paterno. Quando estamos sozinhas nessa empreitada também precisamos assumir a postura que se esperava ser de um pai. Por outro lado, eles também: quando entram de cabeça na paternidade assumem o lado maternal - enjoam na gravidez, acompanham todas as consultas, trocam fraldas e acalentam no calor do peito (ainda que peguem no sono) o pequenino com cólicas. Eu e Daniel nos conhecemos ainda na faculdade e estamos juntos nessa correria. Ainda bem! Por isso, aqui falamos as mães (super-pais) e os pais (grandes-mães).