sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Nossa Casa, grandes riscos

Por Ana Inês
repórter mãe
de Íris, Davi e Caio

No mês das crianças, com tantas preocupações sobre a qualidade e a segurança dos brinquedos – com aquelas pecinhas que podem ser engolidas ou causar qualquer susto ou acidentes mais graves - lembramos também de outros cuidados simples para garantir a segurança dos pequenos nas brincadeiras e atividades do dia-a-dia. Quem nunca ouviu dizer que é melhor prevenir do que remediar?

Além dos brinquedos, precisamos ter outro foco para evitar os tão "corriqueiros" acidentes domésticos. A ateção é fundamental tanto na hora de planejar uma decoração (quinas de mesas, armários e cadeiras, objetos próximos às janelas e cortinas, berços, camas ) até as atividades do dia-a-dia, na cozinha, banheiro e área de serviço. Sabe-se que acidentes domésticos, como quedas, sufocação e queimaduras podem acontecer com pessoas de qualquer idade, mas as crianças e os idosos são de fato os grupos de maior risco.

Para evitar esse problema é importante lembrar de algumas regras, que parecem óbvias mas ajudam a nos despertar. São detalhes que passam despercebidos, desde a distância mínima que permitimos as crianças se aproximarem da TV (que precisa ser de pelo menos 3 metros), aos locais onde guardamos os materiais de limpeza e higiene.

Outro alerta é o armazenamento de remédios que, em letras maiúsculas: DEVEM SER MANTIDOS FORA DO ALCANCE DE CRIANÇAS, mesmo se tratando daqueles que deixamos num “lugar fácil” para não esquecer a hora de administrar. Também devemos aprender, além de ensinar aos pequenos, que a cozinha e a área de serviço são lugares restritos: “PROIBIDO PARA CRIANÇAS”, Inclusive para aquelas que já pensam estar bem grandinhas. Esses são locais de fácil acesso a fogo, ferro de passar roupa, piso molhado e detergentes. Hoje já existem portões adaptáveis às portas de cozinhas de diversos tamanhos, com travas que impedem a passagem da criança.

Nos quartos, as grades de berço, travesseiros e até mesmo os cobertores e a altura da própria cama são considerados fatores de risco. Por isso devemos evitar deixar as crianças brincando sozinhas, principalmente até os quatro anos de idade.

Para os crescidinhos, um dos maiores riscos domésticos é o acesso ao computador. Não apenas pelo tempo de exposição às radiações do monitor, como no caso das TVs mas, também, pelo risco do que aprendem a acessar na web. Para evitar problemas futuros, desde cedo é importante que os pais, ou responsáveis pela criança, se mostrem dispostos a acompanhar o mundo virtual freqüentado pelos pequenos.

Nenhum comentário: