sábado, 6 de outubro de 2007

Todo cuidado é pouco: "Nossa casa, grandes riscos 2"

Texto e Foto Ana Inês
repórter mãe de Íris, Davi e Caio


Só hoje, depois de uma semana muito difícil, nossa casa acordou mais tranqüila. Sexta-feira bati o carro; sábado e domingo passei dez horas fazendo provas de concurso e, na segunda-feira, o maior desespero: Caio derrubou a estante da sala e quebrou os dedinhos da mão direita - exatamente três dias depois que eu tinha escrito sobre os riscos e acidentes no ambiente doméstico.

Pois é, parece mesmo que em pouco tempo muita coisa desmoronou. Mas talvez eu já consiga ver o fato como ironia do destino, ou pelo menos me confortar com um provérbio que ouvimos desde criança "dos males, o menor!". Ontem à noite, depois de buscar Íris e Davi na escola fomos lanchar e passear um pouco.

Como de praxe, todo mundo espantado e com mil perguntas sobre o gesso no bracinho de Caio. Ele não pára, continua correndo, brincando, sorrindo... e isso é exatamente o que chama mais atenção. Sabemos que a recuperação física de uma criança aos dois anos de idade é extremamente superior a de qualquer adulto. Mas não tem jeito, fecho os olhos e lembro da cena. A verdade é que nunca pensamos que certas coisas vão acontecer com a gente, mas, ainda bem que estávamos em casa e conseguimos agir rápido.

Na Segunda pela manhã brincávamos no quarto, quando Caio (em menos de um minuto) foi até a sala. Ouvimos o estrondo e o choro. Daí, um verdadeiro "Deus nos acuda!". Mas hoje, depois de ouvir pessoas que conheci na rua, contarem histórias parecidas outros desfechos, nem sempre felizes, respiro mais sossegada e para nos conformar e diminuir nosso sentimento de culpa, pensamos que o acidente poderia realmente ter tido conseqüências maiores e mais traumáticas.

Então, hoje é dia de preguiça mesmo - fazer tudo sem pressa pra nada, ainda que a casa esteja cheia de caixas por causa da mudança que faremos na próxima quarta- feira. Pensando bem, melhor assim. Hoje já estaríamos na agitação, se não fosse pelo novo condomínio proibir o trânsito de mudança nos finais de semana. Vamos passear, tomar picolé e curtir nosso momento de calmaria.


Nossa Casa, grandes riscos


Um comentário:

ML disse...

Aninês! saudades de vocês... Mariana me fez vir aqui de novo e fiquei com saudades mesmo, não esqueço pessoas legais, por mais que nunca as encontre! um beijo!