domingo, 4 de novembro de 2007

Sonho que se sonha...

Histórias de uma Vovó Pássaro

_ Fechem os olhos, respirem fundo e prestem bem atenção; pois a história que vou contar é uma das minhas preferidas

_ disse a Vovó Pássaro, enquanto as crianças se mostravam ansiosas para mais uma noitada de sonhos.

Para início de conversa, Vovó Pássaro achou necessário explicar a origem da história:


_ Há mais de 400 anos, na Espanha, um grande escritor chamado Miguel de Cervantes criou uma das mais belas histórias para que o mundo não esquecesse que é possível juntar sonho e realidade. Ele também mostrou que nas asas da imaginação, podemos alcançar muitos horizontes. Acreditando nessa possibilidade, passo a contar do meu jeito. Então, crianças, estão preparadas para ouvir o que eu tenho pra contar?


Em algum lugar de La Mancha viveu um homem muito engenhoso. La Mancha é o lugar que ficou agregado ao nome do nosso herói; dessa maneira todos deram para lhe chamar: “o homem de La Mancha”, ou Dom Quixote que era mesmo o nome desse fidalgo. Era também chamado de Cavaleiro da triste figura. Com tantos nomes assim, como é que pode uma pessoa ser triste, não é mesmo? Quando o povo inventa uma coisa, fica sendo assim mesmo. E não é que chamavam o nosso herói de louco... só porque ele lia muito. Louco...onde já se viu...! Certo mesmo é que o nosso herói passava horas e horas dedicadas a leituras. Era livro que não acabava mais – do chão ao teto. Esse cavaleiro lia de tudo; as histórias de cavalaria eram as suas favoritas. Até nos intervalos de leitura, ele se dava ao direito de imaginar que se transformara em um cavaleiro andante: o mais sonhador, o mais apaixonado, o mais justo, o mais cortês, o mais sábio, o mais humilde e o mais forte também. Pensando assim...ele saiu a procura de sua princesa que o mundo conhece por Dulcinéia. Ao contrário dos outros cavaleiros, Dom Quixote era magro e velho. Apesar do peso da idade, ele se vestiu de coragem; foi até o quintal, entrou no estábulo, montou o velho e magro cavalo chamado Rocinante e saiu em disparada a procura de um ajudante que acreditasse nos seus sonhos; alguém que fosse seu verdadeiro escudeiro. Dito e feito. No meio do caminho, Dom Quixote encontrou um camponês chamado Sancho que estava muito ocupado, tirando água de um poço. Não demorou muito, Dom Quixote convenceu o camponês a segui-lo e ajudá-lo a tornar o sonho realidade. Assim, os dois homens selaram uma grande amizade e seguiram pelo mundo, defendo os fracos e oprimidos, lutando contra moinhos de vento e encantando Dulcinéias.

Um comentário:

Graça Graúna disse...

Ana: gostei mesmo das outras fotos de Caio e davi ilustrando o meu conto. Será que Fabiano, inspirado nessas fotos, faria uns desenhos pára o conto? Na verdade seria um livreto, bem distribuido com ilustrações e textos com letras graúdas pra facilitar a leitura da meninada. Você acha que consegue essa façanha de fabiano? Adorei rever meus cavaleiros mirins. Bjos.