domingo, 2 de dezembro de 2007

Ser pai é ser milhões de anos

Por Javier Martínez
repórter pai de Malu

Ser pai é ser milhões de anos. Pelo menos essa é a impressão que tenho. Como explicar então o meu fascínio pelos patos no Parque da Cidade e reparar na perfeição das penas? Como não acreditar que estamos vivos há uma eternidade se aquela folha foi vista pela primeira vez por minha filha e me fez emocionar por que eu nunca a tinha visto dessa forma? Como não acreditar no vento se sua carícia faz a minha filha ficar em paz e contemplar tudo maravilhada?

Esta nave tresloucada chamada Mãe Terra recebe um novo ser com tudo a descobrir, a começar pelos pais, que descobrem juntos que um avião é engraçado... Que o vapor da água fervendo é uma nuvem na cozinha para os olhos dela.

Que uma flor é perfeita, que um seio guarda magia, que a janela é o nosso programa de televisão favorito, que a chuva é, ainda, a coisa mais difícil de entender.

Os filhos não cansam de ser generosos conosco e com os outros. Que tudo faz mais sentido. Que não se trata somente de mais um ganho. Que vão te empurrar de volta para a infância, para a felicidade, para a emoção, para a inocência.

2 comentários:

AGuerra disse...

Belas palavras amigo,

taí uma experiência maravilhosa que, ente outras maravilhas, o ofício de pais e mães nos proporciona: reiventar a infância, não só a de nossos filhos e filhas, mas a nossa própria, a partir do delicado e cotidiano desvelar do mundo. Deixar de lado a "seriedade" do mundo pra se entregar às pequenezas repletas de poesia e cor, cujas sutilezas já não são mais vistas por nossos olhos adultos, pelo menos até as crianças nos trazerem de volta o sentido das pequenas felicidades.

Nara disse...

Javi, que legal!

Parabéns por ser o paizão que é. A Malu é muito feliz por ter pais tão bacanas como você e a Belinha, que se dedicam e curtem cada dia mais a filhota.
Beijão pra família e parabéns a Ana (que não me conhece) pelo blog e filhos.
Abraço,

Nara