sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Voltando à Maternidade

Por Mariana Galiza
repórter mãe de Enrique

Não tem jeito. Mães gostam de falar sobre filhos. Por mais que se tente mudar de assunto, o tema sempre volta à tona. Então, cá estou eu, estimulada especialmente pela minha amiga Ana Inês, a escrever de novo sobre.... maternidade! Eu costumo dizer que, assim como a história da humanidade tem como marco cronológico o nascimento de Jesus, a história da mulher – e do homem, claro – é marcada indiscutivelmente pelo nascimento de um filho.

Em especial do primeiro filho. Há uma Mariana a.E e outra d.E (leia-se “antes de Enrique” e “depois de Enrique).
A mudança é radical. E brusca, eu diria. De um dia para o outro passamos a ser mãe. Sim, porque a gravidez é um estado, não uma realidade perene. São nove meses de espera e não de preparo. Não existe tempo, nem curso, nem livro, nem conselho, nem nada que de fato nos prepare para a condição de mãe. Uma coisa é ter o filho na barriga. Em tese, sua vida continua a mesma. Um pouco mais pesada e limitada, mas a mesma. Você pode exercer integralmente seu direito de ir e vir, pode dormir a qualquer momento, pode tomar um banho demoraaaaaaaaaaado, enfim, desde que você tenha habilidade para lidar com aquela barrigona, pode fazer tudo a qualquer hora e em qualquer tempo. Mas um belo dia você acorda mãe. De repente ao seu lado aparece um pequeno ser. Uma coisinha fofa e esfomeada, completamente dependente de você, e para quem você vai passar a se dedicar 24h por dia.

E ele vem assim, de repente. Sem manual, sem instruções, sem 0800, sem atendimento on line! E, então a vida muda. A Mariana muda. Completamente. Muda física e emocionalmente. Mudam os planos, mudam as prioridades, mudam as preferências, mudam os horários, mudam os hábitos, muda a mentalidade, muda a sensibilidade, muda, muda, muda e não pára nunca mais de mudar. Porque os pequenos vão crescendo, vão mudando também, vão virando gente grande, vão adquirindo vontade própria, conquistando espaço e aprendendo à velocidade da luz! Se a gente parar no tempo, não dá conta do recado. E ainda bem que é assim. Porque mudar é bom, amadurece, transforma, fortalece e ensina.

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