segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Notícias daqui

Por Ana Inês
Repórter mãe de Íris, Davi e Caio




Abrir o Jornal de do final de semana foi me ver no espelho. No sábado, assim como durante o último mês, as manchetes e os assuntos da blogosfera (acima, selo da vez no site amigosdablogosfera) sobre os casos de febre amarela me fizeram lembrar que nossos passeios de férias tiveram uma pausa, de onde saiu uma das dicas mais importantes para a segurança e a tranqüilidade de uma viagem em família: além das certidões de nascimento e carteiras de identidade, os cartões de vacina são imprescindíveis. Eles, ou cópias atualizadas, deveriam ser documentos obrigatórios na bagagem e, vale usar como regra, inclusive para este carnaval.

Com tantas notícias e desinformações sobre os casos da doença em determinadas regiões, fiquei em dúvida se deveria dar uma nova dose da vacina a Íris ( por ter 11 anos completos) e também, se os meninos ( com 7 e 2 anos de idade) já estavam protegidos. Vimos então, que no calendário dos Postos de Saúde do Centro Oeste, a vacina está programada para crianças com um ano de idade (podendo ser dada a partir do 6º mês). Mas no Nordeste o calendário é outro e, como Íris nasceu em Recife, só foi vacinada aos 3 anos, quando chegamos em Brasília. Então tudo bem. Lembramos que ela e Daniel se vacinaram, mas que eu não pude ser imunizada por estar grávida de Davi (1999) e de Caio (2004). Assim, desta vez, lá fui eu com a revolta da vacina às avessas - em vez de reclamar, acompanhei a indignação de algumas pessoas em trânsito no aeroporto, pela falta da vacina no Posto da ANVISA, em Recife.

Já no domingo o assunto foi outro. Abri a Revista do Correio Braziliense e me encaixei nas entrelinhas. A matéria fala das mães do milênio, mulheres que usam a era digital para trocar informações, preocupações e experiências sobre seu crescimento a partir da maternidade, o dia-a-dia e a formação dos filhos. Resumindo, cada uma delas é assim...repórter mãe.

domingo, 27 de janeiro de 2008

360º em Mergulhos culturais

Por Ana Inês
Repórter mãe de Íris Davi e Caio

Estamos de volta. Brasília 16 graus...
Desfazendo as malas e olhando as fotos percebi o quanto conseguimos aproveitar em nossa imersão de volta às origens:

Nas feiras e no Mercado de São José revivemos o sentido de cidade, sem passeios de shopping, reencontrando a vida a céu aberto. Conversamos com as pessoas na rua: o guardador de carro, o feirante, o senhor naquela cadeira de balanço na beira da calçada e a senhora que presenteou Caio - inconformado por não ganhar tudo o que via pela frente - com um mané gostoso (foto). Ouvimos o som do repente, do roi-roi, do sininho que anuncia o picolé, do frevo e da correria dos passantes na rua.

Foi realmente um mês de grandes espetáculos. Íris e Davi entraram no picadeiro com os artistas do circo, foram mascotes num jogo de futebol no estádio dos Aflitos com os primos, fizeram catavento de papel com Caio e venderam na porta de casa a quem passava pela rua; correram descalços e andaram soltos fazendo "brincadeiras de antigamente".

Nossos últimos mergulhos culturais foram no atiliê de Francisco Brennand e na travessia pelos rios e pontes da cidade. Também no Bairro do Recife, no Teatro Apolo, quando assistimos a umas esquetes da trupe Doutores da Alegria, com os “Poemas Esparadrápicos”. Um musical de humor infantil refinado, que há muito tempo não presenciava nos palcos de programação infantil. Por lá, reencontramos amigos e nos divertimos, desde as 10h da manhã. Fechamos o dia com um banho de chuva, correndo pelas ruas, no meio de uma tarde tão despreocupada.


No sábado, antes de embarcarmos de volta, demos um “pulinho” pra completar nosso passeio em Itamaracá. Fomos até a cede do Projeto Peixe-boi, no Centro Nacional de Mamíferos Aquáticos – para mais uma aula viva sobre preservação ambiental, assim como fizemos no estuário de Maracaípe para conhecer de perto os cavalos marinhos. Desta vez queríamos ver um filhote de peixe-boi, que havia nascido há um mês. Mas, fomos surpreendidos com o nascimento de mais um bebê aquático e presenciamos seus primeiros momentos de vida. Nascido ali nas piscinhas do projeto, na noite anterior, o bebê (da foto ao lado da mãe) é o mais novo membro da família - ainda isolado dos demais animais e protegido da área de maior visitação. E, pra lembrar ainda mais do passeio, os meninos terminaram trazendo um souvenir muito fofinho (na verdade três), uma família de peixes- bois de pelúcia feito pela Eco-Oficina Peixe-boi e Cia. As fotos que tiramos certamente irão ajudar nos trabalhos escolares de Íris e Davi - como já fizemos no ano passado, depois de nossa visita ao Projeto Tamar e da observação das baleias jubarte, na Bahia.


quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

O Zen da Poesia em Construção

Por Graça Graúna
Histórias de uma Vovó Pássaro




O cosmo é poesia
a energia é poesia

e quando se misturam razão e coração
tudo depende do modo que a gente vê:

um monte de gente pequena
fazendo cata-ventos de papel

parece uma nova tribo: Íris, Caio, Davi
Rudá, Mariana, Ian e Mimin

e tudo depende
do jeito que a gente vê:

um caracol voando e uma rã pulando
de-va-ga-ro-sa-men-te

uma estrela do mar
e
um cavalo no azul marinho

o cochilo do pássaro
e uma nuvem passando

a bailarina do circo
e um pônei dançando

uma casa na árvore
e um boizinho pastando;

um arco-íris no jardim
ou uma flor na janela

tudo pode ser poesia
depende do jeito de ver

o poder a mágica
que a palavra pode ter

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Férias em Família

Por Ana Inês
repórter mãe de Íris, Davi e Caio

Saimos de Brasília em 19 de dezembro e há 19 dias estamos em Recife "cidade do mangue, procurando antenar novas vibrações"... Agora, cá estou eu e minha trupe do barulho.


Hoje fomos a um circo. Turismo quase certo em qualquer lugar do mundo. Mas, como não só de espetáculos vivem os mambembes, nos divertimos também em passear entre as casas (treilers) que abrigam cada família. Lá, conhecemos Michele, Patrícia, Gabriela, Thaís, Giulia, Ester, Romanetti e tantas outras mulheres, mães, filhas e avós circenses que trouxeram nova inspiração ao Repórter mãe, quando decidi escrever sobre as mães e famílias circenses, para as próximas postagens.


Antes, vale uma retrospectiva sobre o que andamos fazendo nesse meio tempo:
Na primeira semana tomamos um chá de sumiço.
Desligamos os celulares e fomos à praia. Ficamos uns dias no Recanto da Coruja, pousada que fez jus ao nome, quando se tratou de receber nossa trupe: um lugarzinho aconchegante, há poucos minutos da agitação de Porto de Galinhas e do surf de Maracaipe e há uns metros das piscinas naturais da Praia do Cupe. A dica entra logo mais, quando publicarmos nosso roteiro de estuários pelo Brasil, um bom programa para as próximas férias em família.





Fizemos até piquenique no mangue, quando pegamos uma jangada em busca dos cavalos marinhos de maracaípe. Nesse dia, nossa cara ficou assim, bem boba, leve e solta...













Depois, como Davi se intitula "Pernambucano de raíz" fizemos um turismo de volta às origens. Visitas às avós e bisavós e passeios simples. Andar pelas ruas do Recife Antigo, tomar o famoso Maltado na esquina das Galerias, ver o encontro dos Maracatus sob o comando de Naná Vasconcelos, passear nas praças, tomar raspa-raspa na praia de candeias e Boa Viagem, comer cuscus de coco e bolo de bacia com caldo de cana na esquina, correr, brincar e conversar solto na rua, visitar os amigos e conhecer histórias diferentes.



Fotografar a flor que brota entre os espinhos da palma e nos permitir ingressar em novas aventuras, mergulhar em outras águas - essas últimas fotos são do final de semana na travessia da Ilha de Itamaracá para a Ilhota da Corôa do Avião.