sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Brincar&Aprender - num cantinho gostoso...

Por Ana Inês
Repórter mãe de Íris, Davi e Caio
Esta é nossa nova seção: Brincar&Aprender, para falar exatamente sobre (...) o que o nome já diz...
Essa semana, correndo pra lá e pra cá, não tive tempo de acompanhar os meninos nas tarefas de casa. Íris já tira de letra, mas Davi ainda não conseguiu criar rotina, nem muito menos independência. Deixo os dois fazendo as “lições” e quando chego pro almoço (antes de levá-los pra escola), Davi chega dizendo que precisa de mim pra terminar algumas questõezinhas... “Parei pra brincar um pouquinho com Caio”, explica cheio de razão.
Terça-feira, depois de arrancar duas folhas do caderno de matemática de Davi, pra que todos entendêssemos melhor os problemas por ali (e pasmem: ele não reclamou!), comecei a brincar com objetos e cores, adesivos e lápis de cor, pra que tudo ficasse dentro das margens e dos quadriculados...ele adorou!

Pois é...resolvi que a solução é transformar tudo (ou quase tudo) em brincadeira, aprendizado e até... em posts no repórter mãe. O “causo” da semana é que montei um “escritório” pra cada um. Íris voltou a ter sua mesinha de estudos no quarto - não dá pra ficar estudando na mesa da sala, enquanto Caio quer assistir a um desenho ou fazer barulho com algum brinquedo e Davi se desconcentra. Pra eles, montei na varanda um lugarzinho bem legal: as gavetas, que guardavam sapatos, passaram a ter massinha de modelar, legos, carimbos, lápis e papel. A mesinha - que hora está por lá, e hora em qualquer canto da casa - ainda dá pra os dois e, quando Caio cansa de riscar e rabiscar, vai brincar no tapete de borracha, com o cavalinho e um tantão de coisas... Daí, quando Davi precisa de um lugar mais sossegado vai estudar no quarto, onde virei duas torres de estantes e transformei em bancadas, na medida certa, tanto pra decoração quanto pra um ambiente utilitário.

Pronto, os primeiros passos foram dados e funcionou! Hoje, enquanto Davi pesquisava sobre a alimentação de alguns animais, Caio ajudou trazendo suas, zebras, girafas e elefantes... Semana que vem tenho reunião e vou saber o que a professora está achando dessa nova tentativa de evolução. O final de semana também nos reserva novidades: depois da seção de hoje sobre Aprender & Brincar teremos também um campeonato de futebol de botão muito esperado nesses últimos dias – não pelos filhos, mas pelo pai e pelo tio. Daniel e Fabiano voltaram ao campo da infância, resgataram os botões com mais de 25 anos de história e marcaram um duelo para o domingo. Garanto que o sábado vai ser de concentração e eu, de repórter mãe, vou colocar em prática a idéia de sempre trazer para o Blog um pouquinho dessas brincadeiras e brinquedos populares que temos orgulho em reapresentar à nossa nova geração.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Não fale com estranhos e não dê sua senha!

Por Ana Inês
Repórter mãe
de Íris, Davi e Caio




Pensamos sempre em mil maneiras de garantir um ambiente seguro para nossos filhos, desde quando escolhemos os protetores do berço, até quando acordamos no meio da noite pra ouvir a respiração do bebê. Sem falar nos primeiros passeios de carro: se no colo, ou direto no bebê-conforto. Ainda lembramos da pergunta que mais parece um clichê: babá ou creche?.

Mais tarde, nos parquinhos, na escolinha e em nossa própria casa os cuidados não param. Mais cedo do que imaginávamos nos vemos preocupados com os riscos da rua, a atenção para não soltar a mão, não se perder na praia e não falar com estranhos. Essas velhas dicas servem inclusive na descoberta do mundo virtual! Mas, será que nossas orientações vão servir no primeiro momento de independência?

Nos últimos dias assisti a uns filmes que remetem à formação da infância e à mudança dos rumos na adolescência. Eles me fizeram pensar...

Havia um tempo lembraria de mim mesma e dos amigos. Mas hoje (engraçado e dramático) penso como mãe – de imediato penso em meus filhos. Um dos filmes ainda está no auge, “meu nome não é Jonny”, e pra quem viu ou pretende ver, poucas palavras bastam: como educar, orientar, amar e acompanhar meus filhos? Como lhes passar o pensamento crítico sobre o que não é apenas de um rótulo “certo ou errado”?

Me pergunto uma coisa: mesmo que façam metade do que fiz, mesmo que passem pelas ruas por onde andei, como ensinar o discernimento de viver com segurança, tranqüilidade, paz, saúde e felicidade? Afinal, isso é o que desejamos inclusive pra qualquer pessoa que encontramos nos primeiros instantes do ano, não é?

O que nos resta é orientar e, não esperar, a palavra certa é acompanhar o máximo e (sem cair na paranóia), acompanhar quase o impossível. Pois, assim como tantos riscos futuros existe um que, para muitos, chega de mansinho, aparecendo até como um comentário ou gesto inofensivo mas, de repente, nos dá uma rasteira. Problema sobre o qual devemos, sim, tomar consciência e nos preocupar desde já: a Pedofilia.


Essa semana o assunto veio à tona com a nadadora Olímpica Joanna Maranhão, 21 anos, ao declarar que sofria abusos sexuais, cometidos pelo técnico dentro da piscina aos nove anos de idade. Hoje,14/02 (coincidências à parte), quando a mãe da atleta decidiu divulgar o nome do suposto agressor, havia sido o dia proposto pelos Amigos da Blogosfera, para uma Blogagem Coletiva de alerta Contra a PEDOFILIA, tema que precisa ser pesquisado e escrito com letras garrafais em defesa da inocência.

Leia Mais:
Blog Luz de Luma, responsável pela Campanha

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Nossos Pequenos Acadêmicos

Por Ana Inês
repórter mãe de Íris, Davi e Caio





O Escolar - Van Gogh, 1890, óleo sobre tela, 63,5 x 54 cm.
Museu de Arte de São Paulo, São Paulo, Brasil

Assim como na licença-poética, dada aos renomes da literatura, fazemos uso do que podemos chamar de licença-materna para dramatizar “um pouquinho só” o início das aulas de nossos pequenos acadêmicos. Mas, dramas e “papelões” à parte, ainda bem que a visão que temos da vida escolar de nossos filhos hoje, não é mais tão chocante quanto a impressão de Van Gogh ao retratar O Escolar - jovem estudante, filho de seu amigo carteiro Roulim.

Embora os pequeninos chorem “só um pouquinho”, como comentou Caio sobre sua insegurança nesses primeiros dias de aula, admito que a escola de nossos filhos é hoje um ambiente rico em expectativas, até mesmo pela novidade de uma aula de música, capoeira, dança, inglês, filosofia, xadrez...

Por um lado, Caio (em sua timidez dos 3 anos) hora se enaltece com a mochila nas costas e o uniforme formoso e, hora, demonstra medo dos próprios amiguinhos nos atritos e “mordidas comuns”. Mas, o ano letivo já figura cores alegres, de mudança e uma certa dosagem de independência. Para nossos pequenos estudantes, a nova rotina é assimilada na hora do lanche, da brincadeira com massinha de modelar e no momento de se soltar no parquinho de areia.

Para os maiores, o auge está no entusiasmo do reencontro entre amigos. Hoje Davi (7 anos) acordou falando do sucesso que fez seus próprios desenhos de super-heróis ilustrando as capas dos cadernos de produção de textos. Íris já está com todo o pique: acorda pronta para dar aulas (e palestras inteiras, se deixar!) sobre tudo o que aprendeu nesses poucos dias.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Carnaval seguro?

Por Ana Inês
repórter mãe e Íris, Davi e Caio

No sábado de carnaval o famoso Galo da Madrugada também animou foliões no meio do cerrado. Há 16 anos, o bloco Galinho de Brasília cumpre seu propósito e consegue colocar nos eixos (ruas da cidade) mais de 10 mil carnavalescos de todas as idades atrás de uma orquestra de frevo.

A fantasia do homem aranha que Caio vestia teve até um toque regional inesperado: com a capa de chuva pareceu com os papangús (personagens com máscaras que desfilam no interior de Pernambuco). Mas as sombrinhas de frevo e as endumentárias de caboblo de lança fizeram sucesso e deixaram os pequenos foliões protegidos da friagem .

A chuva, que nessa época também é tradição, não conseguiu inibir ninguém.

Mas, no segundo dia programado para o Galinho nas ruas, enquanto comemoramos o aniversário de Caio em casa, na folia da segunda-feira de Carnaval, famílias eram enxotadas da concentração carnavalesca do Galinho de Brasília e o frevo virou um lamento: "... é de fazer chorar: Policiais agridem foliões em Brasília" (veja postagem no Repórter free).