quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Não fale com estranhos e não dê sua senha!

Por Ana Inês
Repórter mãe
de Íris, Davi e Caio




Pensamos sempre em mil maneiras de garantir um ambiente seguro para nossos filhos, desde quando escolhemos os protetores do berço, até quando acordamos no meio da noite pra ouvir a respiração do bebê. Sem falar nos primeiros passeios de carro: se no colo, ou direto no bebê-conforto. Ainda lembramos da pergunta que mais parece um clichê: babá ou creche?.

Mais tarde, nos parquinhos, na escolinha e em nossa própria casa os cuidados não param. Mais cedo do que imaginávamos nos vemos preocupados com os riscos da rua, a atenção para não soltar a mão, não se perder na praia e não falar com estranhos. Essas velhas dicas servem inclusive na descoberta do mundo virtual! Mas, será que nossas orientações vão servir no primeiro momento de independência?

Nos últimos dias assisti a uns filmes que remetem à formação da infância e à mudança dos rumos na adolescência. Eles me fizeram pensar...

Havia um tempo lembraria de mim mesma e dos amigos. Mas hoje (engraçado e dramático) penso como mãe – de imediato penso em meus filhos. Um dos filmes ainda está no auge, “meu nome não é Jonny”, e pra quem viu ou pretende ver, poucas palavras bastam: como educar, orientar, amar e acompanhar meus filhos? Como lhes passar o pensamento crítico sobre o que não é apenas de um rótulo “certo ou errado”?

Me pergunto uma coisa: mesmo que façam metade do que fiz, mesmo que passem pelas ruas por onde andei, como ensinar o discernimento de viver com segurança, tranqüilidade, paz, saúde e felicidade? Afinal, isso é o que desejamos inclusive pra qualquer pessoa que encontramos nos primeiros instantes do ano, não é?

O que nos resta é orientar e, não esperar, a palavra certa é acompanhar o máximo e (sem cair na paranóia), acompanhar quase o impossível. Pois, assim como tantos riscos futuros existe um que, para muitos, chega de mansinho, aparecendo até como um comentário ou gesto inofensivo mas, de repente, nos dá uma rasteira. Problema sobre o qual devemos, sim, tomar consciência e nos preocupar desde já: a Pedofilia.


Essa semana o assunto veio à tona com a nadadora Olímpica Joanna Maranhão, 21 anos, ao declarar que sofria abusos sexuais, cometidos pelo técnico dentro da piscina aos nove anos de idade. Hoje,14/02 (coincidências à parte), quando a mãe da atleta decidiu divulgar o nome do suposto agressor, havia sido o dia proposto pelos Amigos da Blogosfera, para uma Blogagem Coletiva de alerta Contra a PEDOFILIA, tema que precisa ser pesquisado e escrito com letras garrafais em defesa da inocência.

Leia Mais:
Blog Luz de Luma, responsável pela Campanha

3 comentários:

Anônimo disse...

Olá, Ana, tudo bem?
Esta é a primeira vez em que entro no seu blog e achei muito bacana.
Quem me apresentou foi a Paula Perim, aqui da Crescer, na qual agora faço parte e sou repórter do site. Espero poder trocarmos experiências.
Aproveito para fazer um convite para dar um pulinho lá no meu blog quando tiver um tempinho.
Um grande beijo,
Ana
http://www.blogdaaninha.globolog.com.br/

luma disse...

Ana, essa blogagem eu decidi num estalo no dia 24, por ocasião da blogagem da febre amarela.
De lá pra cá fiz várias postagens sobre o assunto no meu blogue e a chamada no "Amigos da Blogosfera".
Antes disso, nada sobre pedofilia passava na minha cabeça a não ser a definição do termo.
Ocorreram fatos que me levaram a saber sobre o assunto e falo sobre isso, numa entrevista que dei para a Samantha Shiraishi. Nela conto da minha indignação e revolta por constatar que, somente a polícia federal está empenhada em caçar pedófilos e com pouca ajuda. Basicamente de ex-policiais aposentados e estudantes universitários.
A sociedade tem que ajudar, pais e educadores, tocar na ferida e discutí-la. Não vamos tapar o sol com a peneira! Denúnciar! É preciso saber que existe gente interessada em acatar as denúncias e ajudar.

Agradeço a sua participação na blogagem coletiva!

Quanto a dar asas aos pequenos - Mesmo que queira mantê-los debaixo das asas, chega uma hora que eles exigem liberdade e nessa hora, cabe a nós a resignação. Assim como coube aos nossos pais. Eles também achavam que nós não éramos capazes.
boa semana! Beijus

Ana Inês disse...

Luma, obrigada pela visita surpresa ao repórter mãe. Infelizmente ainda considero tímida a disposição das pessoas em prol de alertas tão importantes quanto estamos fazendo entre os amigos da blogosfera mas, realmente estamos alçando vôo para a consientização de todos sobre problemas que podem parecer do outro, mas são nossos tão nossos - como pais e mães. Resignarmos um dia com a independância dos filhos, com certeza não, mas sim, orientá-los com segurança para a conquista de uma tranquila maturidade. Sobre a riqueza poética da Clarinha, tomo para mim como presente. Obrigada!