sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Carnaval seguro?

Por Ana Inês
repórter mãe e Íris, Davi e Caio

No sábado de carnaval o famoso Galo da Madrugada também animou foliões no meio do cerrado. Há 16 anos, o bloco Galinho de Brasília cumpre seu propósito e consegue colocar nos eixos (ruas da cidade) mais de 10 mil carnavalescos de todas as idades atrás de uma orquestra de frevo.

A fantasia do homem aranha que Caio vestia teve até um toque regional inesperado: com a capa de chuva pareceu com os papangús (personagens com máscaras que desfilam no interior de Pernambuco). Mas as sombrinhas de frevo e as endumentárias de caboblo de lança fizeram sucesso e deixaram os pequenos foliões protegidos da friagem .

A chuva, que nessa época também é tradição, não conseguiu inibir ninguém.

Mas, no segundo dia programado para o Galinho nas ruas, enquanto comemoramos o aniversário de Caio em casa, na folia da segunda-feira de Carnaval, famílias eram enxotadas da concentração carnavalesca do Galinho de Brasília e o frevo virou um lamento: "... é de fazer chorar: Policiais agridem foliões em Brasília" (veja postagem no Repórter free).

Um comentário:

Educadora em Direitos Humanos disse...

dizem os sábios que a gente leva o lugar da gente por onde a gente andar; em outras palavras, o pequeno papangu-homem aranha do cerrado lembra memsmo os nossos papanguns de Bezerros-PE. Gostei também de ver o pequeno lanceiro do maracatu, os pequenos pacistas do cerrado que se espelham no carnaval de Pernambuco e mostram, sem entender direito, o que significa poesia e o respeito as diferenças. Parabens pelo conjunto fotográfico e pelo texto.