terça-feira, 4 de março de 2008

Flor embrionária

Por Ana Inês
repórter mãe de Íris, Davi e Caio




Daniel acaba de chegar e me entregar uma "flor embrionária"


Trouxe de uma manifestação que aconteceu no Congresso Nacional para a liberação das pesquisas com celulas-tronco embrionárias no Brasil - decisão do STF marcada para hoje, dia 05 de março.

Há aproximadamente 5 anos acompanhei uma discussão no Congresso Nacional e conversei com a coordenadora do Centro de Estudos Genoma Humano, Mayana Zatz(USP). Hoje voltei no tempo e me perguntei como podemos protelar tanto no avanço científico, por tamanha burocracia e senso puritano? A demora nesse processo faz com que, a cada dia, milhares de pessoas percam a esperança e a chance concreta de lutar contra a sobrevida.

Segundo pesquisa do Ibope divulgada ontem, 88% dos brasileiros concordam com o uso de celulas-tronco embrionárias para a recuperação de pessoas portadoras de doenças graves. Então, por quê estagnar o assunto? Que tal uma blogagem coletiva para estimular nossa consciência crítica sobre o direito e resgate da vida?

Um comentário:

Zulma disse...

“Pesquisa com células embrionárias fracassou” http://www.andoc.es/
Foi declarado pela Dra. Natalia López Moratalla, catedrática de Biologia Molecular e Presidente da Associação Espanhola de Bioética e Ética Médica, que «as células-tronco embrionárias fracassaram; a esperança para os enfermos está nas células adultas» e «hoje a pesquisa derivou decididamente para o emprego das células-tronco 'adultas', que são extraídas do próprio organismo e que já estão dando resultados na cura de doentes».
Aproveito para endossar as palavras da geneticista Paula Costa: “o comentário sobre a utilização de células-tronco embrionárias ao invés de adultas, com objetivos de obter financiamento, é absurdo” (Folha Online 27/04/2008).