sábado, 1 de março de 2008

Mulheres de fibra

Por Ana Inês
Repórter Mãe de Íris, Davi e Caio

Resolvi inicar a semana da Campanha de valorização à mulher trazendo exemplos memoráveis.

Além de minha mãe, minha vó, bisavó e de todas as gerações de mulheres de fibra, que me deixaram a herança de ir à luta, tirei da gaveta algumas falas anotadas num caderninho de bolso, durante uma viagem, enquanto acompanhei o dia-a-dia das mulheres circenses - meninas, mães e avós: verdadeiras equilibrístas na arte de apresentar a magia como dona de casa, mãe e profissional de carreira milenar.

No desabafo de Dona Vera, 57, antes de qualquer movimento feminista pela emancipação, as circenses já dividiam o palco da vida entre o trabalho no picadeiro e as várias jornadas de mãe e mulher. Dona Vera trabalha desde os nove anos de idade, quando começou a fazer acrobacia com a irmã de 7 anos. Depois passou ao arame, virou equilibrista e palhaço - "personagem eterno". Atuou em circos na Bolívia, Argentina, México e depois de outros tantos países voltou ao Brasil e continua na estrada afirmando que "o circo sempre dá oportunidades e te acolhe até o fim da vida".

2 comentários:

Lunna Montez'zinny disse...

É a primeira vez que aqui venho, não conhecia seu blog, mas este me parece ser uma grata surpresa. O circo! Aquele que permite a liberdade da alma - a felicidade que é livre e ausente de preceitos. Apenas arte. Ah! Quem dera a vida assim o fosse também...

Bárbara disse...

Nossa que legal...
Acho que nunca conheci alguém de circo tão de perto assim...
Acho a vida deles fascinante... O modo como se "viram" com tudo é demais...
Mulheres de fibra mesmo...
Minha avó tem 88 anos, ainda é lucida... Foi uma guerreira, porém, era submissa... Meu avô, não a maltratava fisicamente, mas psicológicamente, acho que foi demais... Por isso, acho ela um exemplo vivo de vida!!! Além de criar os filhos, ela criou os netos... Enfim... Uma mulher brasileira como várias nesse nosso mundaão de Deus!!!
Beijos!!!