quarta-feira, 5 de março de 2008

Mulheres

Por Mariana Galiza
repórter mãe de Enrique


Nesta semana comemorativa ao dia internacional das mulheres, inevitável tocar em assuntos inerentes à condição feminina. Mas não vou me ater a discursos inflamados em favor da igualdade de gênero ou lançar campanhas feministas de “guerra” ao mundo machista. É verdade que o mundo ainda é sim muito machista e eu defendo fortemente qualquer ação que vise ao fim do preconceito contra as mulheres. Já passou da hora de exterminar qualquer pensamento e atitude que coloque a mulher em condição inferior, submissa e incapaz. Acho que não preciso citar exemplos que ilustrem o quão forte, batalhadora e competente a mulher pode ser. Tenho certeza de que qualquer um que olhar para o lado - ou para si mesma! -, encontrará uma mulher assim. E, mesmo que não seja tão forte, nem a maior das batalhadoras, nem competente, qualquer mulher é merecedora de respeito, dignidade e atenção.

Mas o que quero deixar registrado aqui é a minha contribuição contra a violência doméstica e familiar sofrida por muitas mulheres. Não podemos fechar os olhos e achar que isso não existe mais. Dados da Secretaria Especial de Política para as Mulheres (SPM), com base na Pesquisa Perseu Abramo, de 2001, revelam que 43% das mulheres já foram vítimas de algum tipo de violência doméstica. Em outra pesquisa, do Ibope (2006), 51% dos entrevistados declararam conhecer ao menos uma mulher que já foi agredida pelo seu companheiro.

Isso é coisa séria. É inaceitável. E por isso, nesta semana em que, teoricamente, devíamos comemorar as conquistas femininas, me proponho a contribuir para a divulgação de ações que buscam mudar esse cenário lastimável.

A SPM lançou a Central de Atendimento à Mulher, pelo telefone 180 para receber, entre outras demandas, denúncias de violência. Só em 2007, foram 200 mil atendimentos, sendo que 10% foram relatos ou denúncias de violência.


Em conjunto com a sanção da Lei Maria da Penha, em agosto de 2006, que estipula ações e penas mais rigorosas de combate à violência doméstica e familiar contra a mulher, essa ação pode ser um passo importante para gerar resultados positivos. Por isso, vamos divulgar este número.

Um comentário:

luma disse...

Assustador o número de mulheres que ainda se mantém caladas diante da violência dentro de casa.
Por coincidência, falo de uma campanha lançada no finalzinho do mês passado na Itália e que está mexendo com a opinião pública.
Na Itália os números chegam a ser surreais!
Beijus