terça-feira, 6 de maio de 2008

Brincar &Aprender: luz, parque e exposição!

Por Ana Inês
Repórter Mãe de Íris, Davi e Caio



Um Desabafo Cultural para Ação Cultura em Família.
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E, pra quem disse que museus e exposições são programas adultos, as esculturas interativas que visitamos por alguns finais de semana consecutivos nos trouxeram de volta o estímulo cultural próprio da infância.




Já faz três finais de semana mas, em todos eles, Íris,Davi e Caio pediram por um finalzinho de tarde no gramado daquele "parque chamado exposição"...

A frase foi de um menino de 5 anos, que corria eufórico em sua brincadeira: "o nome desse parque é exposição, sabia?", perguntou o pequeno Gustavo entrando em nossa brincadeira.

Um parque de esculturas interativas, com formas convidativas à brincadeira e imaginação de qualquer marmanjo e, muito mais, às fantasias de criança. A lua estava bem acesa e combinava com a luz azul brotando como mágica de cada peça. Nós também estávamos assim encantados: saímos do casulo, ficamos presos numa colméia gigante, viramos piratas e escorregamos na barriga de uma lagarta, por um túnel na via-láctea...

"Imaginar é como respirar: basta fechar os olhos e deixar o pensamento voar. A gente vai junto na música do vento e vira pensamento", desabafa o artista plástico Darlan Rosa, autor da obras que agora fazem parte da exposição permanente no CCBB, em Brasília.






Brincar &Aprender

Outro dia, quando Davi fazia um trabalho da escola sobre a moradia de diversos animais, lembramos imediatamente do parque, que bem nos serviu para uma aula ilustrada de ciências.
Outra oportunidade de cultura rebuscada em família foi há pouco mais de um mês, na exposição LUSA- a matriz portuguesa. Lá os meninos se apaixonaram pelo grande Atlas virtual - um livro gigante, dentro de uma caixa escura, refletindo mapas antigos. Uma verdadeira descoberta cartográfica.
Antes, vimos produtos históricos do comércio português além mar - grãos, frutas e especiarias... a mostra exibiu mais de 100 peças do acervo de instituições portuguesas. Lemos Fernando Pessoa, ouvimos o som dos mares num tapete aonde os meninos puderam deitar e rolar no tatame falante, poliglota inclusive, cheio de almofadas! Saímos e: meia volta... "vamos ficar mais um pouquinho?"

Em outros passeios já visitamos museus e exposições - o ateliê de Francisco Brennand, em Recife; os Fortes, faróis e a Casa de Jorge Amado na Bahia; os Quadrões da Mônica e os tapetes contadores de histórias, em Brasília... todos eles nos fazem aprender a reviver. Mas, a interatividade é algo rico. Lembro que não contamos histórias a uma criança, sem que ela se debruce, queira ver, tocar e quase pular nas páginas abertas... por isso mesmo quando nos permitimos a imersão do momento, aproveitamos as linhas e entrelinha. Em cada passeio Cultural em Família também redescobrimos um pouco de nós mesmos

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