sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Parada Cultural

Por Ana Inês
Repórter Mãe de Íris Davi e Caio


Embora o assunto estivesse guardado pra um excelente texto, este post foi feito às pressas porque depois da mudança pra nossa casa (própria) dos sonhos, ainda estamos entre caixas, bagunça e sem internet. Mas, vale a leitura e a participação ainda no debate sobre leitura (concorrendo ao livro O Saci, de Monteiro Lobato) promovido pelos blogs do Mulheres na Rede e site Desabafo de Mãe.


Hoje (10/10) é dia do açougueiro... isso mesmo, dia do açougueiro: aquele profissional que habitualmente prepara os cortes de carne que vai à mesa do brasileiro, com o arroz e feijão de todo dia. Mas, o que isso tem haver com nosso debate literário?
Foi exatamente num açougue que encontrei o melhor exemplo de biblioteca popular, livros livres e cultura democrática. E, quem quiser me prove o contrário, ou conte outra história dessas que parece filme.
No post "Por um livro livre", quando propuz a doação de alguns de nossos livros infantis para cativar novos pequenos leitores - afora filhos, netos e sobrinhos – já sabia exatamente aonde poderia soltar aqueles títulos que separei (alguns exemplares repetidos que tinha em casa e outros, que estavam separados para dar de presente).
Fui ao açougue cultural T-Bone, na Quadra 312 Norte de Brasília, e entreguei a sacola bem recheada. A história de Luiz Amorim, açougueiro desde os 12 anos de idade, que aprendeu a ler aos 16 anos, quando ainda morava nos fundos do trabalho você pode ler no próprio site do Açougue Culturral T-Bone. Hoje Luiz Amorim mantém uma biblioteca comunitária e pelo menos 35 Paradas Culturais (bibliotecas mantidas em paradas de ônibus do plano piloto em Brasília).